DESDE A ORIGEM DE HOMEM ATÉ AS PRIMEIRAS SOCIEDADES
DE CLASSES
História é a
ciência que estuda a vida dos homens, o seu desenvolvimento e a sua evolução ao
longo do tempo, num determinado espaço geográfico. O objecto de estudo da
história é o Homem, no que diz respeito as suas crenças, seus modos de vida,
hábitos e costumes, as formas como viviam e se organizavam ao longo de vários
séculos.
A importância do estudo da História
A história permite-nos conhecer como e quando
viveram esses homens, nossos antepassados e porquê é que as suas condições de
vida foram mudando pouco a pouco ao longo do tempo até se chegar ao estágio
actual.
A história
estuda o passado do homem; procura saber como fabricava os seus instrumentos para
viver e compreender o presente e perspectivar o futuro.
Fontes da história
As fontes da
história são sinais deixados pelos homens, nossos antepassados nos locais onde
viveram em determinada época e que possam ser conhecidos e datados.
As fontes de histórias
podem ser: materiais, escritas e orais
ou tradicionais.
a)
As fontes materiais são
ruínas de construções antigas; utensílios domésticos; ruínas de esculturas, de
barcos, estátuas; restos humanos como esqueletos; moedas antigas usadas pelo
homem, em tempos antigos.
b)
Fontes escritas são
todos os documentos quer sejam cartas, livros e códigos de leis, jornais,
listas de impostos, escrituras e inscrições que resistiram a erosão do tempo.
c)
Fontes orais ou
tradicionais são lendas, canções populares, crenças, usos e costumes.
No continente
africano, a tradição oral desempenha um papel importante na reconstrução do
passado humano. As pessoas idosas numa comunidade são as que têm informações
históricas do passado, por isso elas são consideradas bibliotecas vivas. Por
isso, costuma-se dizer que cada idoso que morre é uma biblioteca perdida.
A contagem de tempo em história
Sem datas a
história seria um amontoado de acontecimentos desordenados que aumentaria, a
confusão de factos históricos, em vez de um esclarecimento. Para o
enquadramento dos acontecimentos históricos mo tempo dividiu-se o tempo em
dias, semanas, meses, anos, décadas, séculos emilénios e tomou-se como o ponto
de partida o ano de nascimento de Jesus Cristo.
Por exemplo: o
ano 2016 significa que passaram dois mil e dezasseis anos depois de nascimento
de Cristo.
O ano de
nascimento de Cristo é considerado ano I da Nossa Era (n.e) ou depois de Cristo
(d.C) e a Era anterior chama-se antes da nossa era (a.n.e) ou simplesmente
antes do Cristo (a.C.). De referir que todos os acontecimentos anteriores ao
nascimento de Cristo contam-se no sentido decrescente, após o nascimento de
Cristo a contagem é feita no sentido crescente.
A contagem do século, década e milénio
A contagem do
século, considera-se um período de 100 anos. A contagem do milénio considera-se
período de mil (1000) anos. Para contagem de períodos longos usa-se séculos e
milénios, para períodos menos longos usa-se décadas (período de 10 anos)
Por exemplo: o século
I compreende o período de ano 1 à 100. O século II é de 101 à 200.
As ciências auxiliares da história
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Ciências
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O que estuda?
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Antropologia
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Agrupamentos humanos através do comportamento e o
modo como organizam a sua vida.
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Arqueologia
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Vestígios materiais da actividade humana.
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Linguística ou estudo de línguas
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Permite estabelecer um grau de parentesco entre
diferentes línguas e provar, se existe algo em comum
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Demografia
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Estuda a população.
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Economia
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Princípios e normas que regulam a produção,
distribuição e consumo de bens.
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Epigrafia
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Inscrições feitas na superfície materiais duros
(pedra, bronze, mármore, cerâmica, etc.).
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Etnografia
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Actividades materiais e espirituais (técnicas,
religião, costumes, arte, instituições etc..) de um determinado povo ou grupo
social.
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Numismática
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Moedas e medalhas antigas.
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Paleografia
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Textos antigos como: papiros, pergaminhos, papel
etc.
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Sociologia
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Formação, organização e transformação da sociedade
humana.
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Geografia
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Fenómenos físicos, biológicos e humanos à
superfície do globo.
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A ORIGEM DO HOMEM
Para explicar a
origem do homem existem duas teorias fundamentais: A teoria de criação e a de
evolução.
1.
Teoria
da criação
Esta teoria
defende que a espécie humana foi criada, no último dia (sexto dia) por Deus,
tal como as outras espécies da terra.
2.
Teoria
de evolução
Esta teoria
defende que o aparecimento do homem não se deu de um momento para o outro,
portanto foram necessários milhares de anos para que apresentasse, certas
alterações físicas e intelectuais que os hominídeos sofreram até hoje em dia.
A África: O berço da Humanidade
África é berço
da humanidade porque foram encontrados vestígios e ossadas dos antepassados do
homem no vale de Omo, Olduvai, Transkei e outros lugares da África Austral e
Oriental (ao longo do vale de Rift). Em Afica os restos ósseos mais antigos da
humanidade encontram-se em sucessão regular sem descontinuidade, em todos os
estágios da evolução humana.
É difícil datar
com precisão, o aparecimento do ser humano. Assim, os restos ósseos e vestígios
encontrados no Quénia, Tanzânia, África do Sul e Etiópia levaram os
historiadores a considerarem essa região como o berço da humanidade.
Hominização é a
passagem dos hominídeos ao homem actual através da aquisição progressiva das
características humanas.
As transformações dos hominídeos ao homem actual
1.
A cabeça adquiriu a
posição vertical, as pernas alongaram-se e os braços encurtam-se.
2.
O crânio aumenta de
volume e coordena as movimentações do corpo da mão e dos olhos. O pensamento e
a linguagem desenvolvem-se.
3.
A mão desenvolve-se
pelo trabalho, o polegar vai crescendo e opõem-se aos outros dedos.
Os Australopitecos ou Macaco-Homem
Apresenta
somente alguns traços humanos, tais como:
Pitecantropo ou homem erecto
Homem de Neandertal
Homo sapiens ou hominídeo superior
A IDADE DA PEDRA: O PALEOLÍTICO E O NEOLÍTICO
A IDADE DA PEDRA
A idade da pedra
divide-se em dois períodos:
1.
Período
paleolítico ou
pedra antiga ou lascada
Paleolítico é o
período da pré-história que vai até a descoberta da agricultura.
As características do paleolítico
O homem do
paleolítico praticava uma economia recolectora, não produzia alimentos que
necessitava mas sim, dependia daquilo que a natureza lhe oferecia.
Devido a prática
da economia recolectora e as modificações do clima, o homem do paleolítico era
obrigado a deslocar-se de uma região para a outra à procura de alimentos, por
isso era nómada.
Para sobreviver
em condições adversas (difíceis), o homem do paleolítico teve que fazer um
maravilhoso esforço da adaptação na busca de alimentação, protecção do frio e
defesa contra os animais ferozes.
Na época de frio
o homem do paleolítico disputava com as feras, as cavernas e grutas e cobria-se
de peles dos animais que caçava.
A descoberta do fogo
A descoberta do fogo
foi uma das maiores conquistas do homem, na sua luta pelo domínio da natureza.
Os primeiros hominídeos tiveram os primeiros sinais do fogo a partir de
erupções vulcânicas, trovoadas e ainda de faíscas na fricção entre duas pedras.
O fogo foi
utlizado pelo homem para o aquecimento, iluminação e defesa contra animais
ferozes, para confeccionar os alimentos e transformações de objectos – o
aparecimento de novas técnicas.
A organização social no paleolítico
Nesta comunidade
os homens iam a caça e a pesca enquanto as mulheres e as crianças iam a
recolecção. Os mais velhos detinham uma autoridade na troca de alimentos,
objectos, matéria-prima, serviços e casamentos.
1.
Período
neolítico ou
período da pedra polida
Neolítico é a
fase que vai desde a descoberta da agricultura e pastorícia até aos nossos
dias. Estas descobertas nas primeiras comunidades tiveram uma grande
importância na evolução das sociedades porque:
O homem das
primeiras comunidades começou a compreender como as plantas cresciam nas zonas
do litoral, nos vales dos rios e nas proximidades dos rios onde as plantas
cresciam facilmente.
Os primeiros
cereais cultivados foram o trigo, cevada, centeio, trigo, vinha, aveia e milho.
Os primeiros animais que o homem tinha ao seu serviço e a domesticar foram o
cão, a cabra, carneiro depois o porco, o cavalo, o camelo e boi.
Na fase do
neolítico, o homem passou a ser agricultor e pastor e não dependia mais daquilo
que a natureza lhe fornecia. Da economia recolectora durante o paleolítico, o
homem passou para a economia produtora porque produzia os alimentos para o auto
consumo.
A divisão social do trabalho
No neolítico o
homem inventou o polímetro de pedra de modo a tornar as superfícies dos
objectos mais regulares e bem afiadas e isso desenvolveu a cerâmica, a
tecelagem e o artesanato.
As consequências do aperfeiçoamento dos instrumentos
de trabalho
As primeiras comunidades: As primeiras pinturas e
artes rupestres
Os primeiros
sinais religiosos foi o enterramento dos mortos na mesma posição. Os primeiros
sinais de pinturas e artes rupestres em África foram: Arte Sahariana e Arte
Austral.
A arte Sahariana
Os primeiros
sinais datam, há cerca de VIII milénios nos maciços montanhosos, estepes e
desertos onde representavam alguns animais, por vezes na sua forma natural. Por
exemplo elefantes, girafas, avestruz e mais tarde o camelo.
A arte Austral
As mais antigas
pinturas foram localizadas nos vales dos rios Orange e Vaal, em grutas e
cavernas.
AS PRIMEIRAS SOCIEDADES DE CLASSE NA ANTIGUIDADE
O Egipto antigo: A situação físico-natural e as
actividades económicas
A situação físico-natural
O Egipto
localiza-se no Nordeste de África, numa região caracterizada pela existência de
desertos e pela baixa planície e banhada pelo rio Nilo.
Limites
Norte – Mar
Mediterrâneo
Sul – Núbia
(Sudão)
Este – deserto
Arábico
Oeste – deserto
Líbio
Nas margens do
rio Nilo cresciam umas plantas aquáticas chamadas lótus, papiro nas quais se
extraiam as fibras para o fabrico de pequenas embarcações, teciam cestos e
cordas.
O Baixo Egipto
localiza-se no Norte do país onde o rio termina em forma de um delta. No Sul, o
rio corre em escarpas (montes) e apresenta várias cataratas (quedas de água).
O rio Nilo é
considerado o Dom do Egipto porque sem o Nilo, o Egipto seria um deserto ou
seja todas as actividades económicas do Egipto dependem do rio Nilo. No
entanto, sem o rio Nilo, o Egipto seria um deserto.
A população do
Egipto é oriunda das Arábias, Sul da Europa e da África do Norte que emigrou e
fixou-se ao longo do vale do Nilo.
Actividades económicas
Agricultura
No Egipto antigo
existiam duas regiões distintas: O Baixo
Egipto e o Alto Egipto.
O Alto Egipto é
a região do interior do país que vai até a primeira catarata.
O Baixo Egipto é
a região do delta do Nilo, cheia de solos alagadiços e que se larga a medida
que se aproxima do mar Mediterrâneo. No território egípcio o ciclo anual das
cheias apresenta três (3) estações: em Junho, início da subida do nível das
águas devido a fusão da neve nas montanhas Abissínias, ao encher provoca cheias
e fertilização dos solos. Em Setembro o rio volta ao leito normal e começa a
sementeira. Os egípcios dividiam a época em três estações pois existiam as
cheias, a sementeira e a colheita.
Para regular o
rio, os egípcios construíam diques ao longo das margens do rio e dividiam o
vale em quadrados que depois eram escavados, delimitados e armazenamento de
água para o período da seca.
Os egípcios
cultivavam o trigo, a cevada, legumes, árvores de frutas, vinha etc. e
domesticavam o burro, cavalo, boi e a cabra. Fabricavam quase tudo que
precisavam para viver; o linho para fazer esteiras, vasos de barro para guardar
alimentos e bebidas.
O surgimento da sociedade de classe no Egipto Antigo
Os egípcios
viviam em clã nos primeiros tempos e cada clã, ocupava uma pequena parcela de
terra mas devido as necessidades comuns, os clãs foram-se agrupando em
comunidades que viviam em territórios chamados Nomos.
No Egipto antigo
existam cerca de 40 Nomos, estes tinham as suas designações particulares: falcão, monte das serpentes, chacal,
coelho, vaca negra, etc.
As lutas entre
os grandes nomos e anexação dos nomos derrotados deram origem a duas unidades
territoriais e políticas: O Alto Egipto (no Norte) e o Baixo Egipto (no sul)
cuja capital chama-se Hieracômpolis.
O movimento
unificador veio do Sul para o Norte. Por volta de 3200 a.n.e, Menês foi
unificador do território e o primeiro faraó do Egipto, rei do Sul, chefe de
falcão que derrotou o rei do Baixo Egipto.
A Evolução Política do Egipto Antigo
A história do
Egipto Antigo divide-se em cinco (5) períodos.
1º Período:
Época Tinita (3200 a.n.e)
2º Período:
Império antigo (2780 – 2280 a.n.e)
3º Período:
Império Médio (2130 – 1600 a.n.e)
4º Período:
Império Novo (1580 – 1685 a.n.e)
5º Período:
Época Baixa (1085 – 525 a.n.e)
1º Período: Época Tinita (3200 a.n.e)
Houve a unificação
do Alto e Baixo Egipto sob chefia de Menês, fundador da primeira dinastia cuja
capital passou a ser Tinis.
2º Período: Império Antigo (2780 – 2280 a.n.e)
Houve
desenvolvimento acentuado, o sistema económico estava bem organizado através da
regulação das cheias do rio Nilo.
Havia expedições
militares no território. A decadência deste período foi devido as perturbações
internas e externas vindas da Arábia.
3º Período: Império Médio (2130 – 1600 a.n.e)
Os estrangeiros
foram expulsos e realizavam grandes construções de templos, túmulos e palácios.
4º Período: Império Novo (1580 – 1685 a.n.e)
Foram
conquistados uma grande parte da Ásia Ocidental e a Núbia é novamente anexada
no Egipto.
5º Período: Época Baixa (1085 – 525 a.n.e)
Houve enfraquecimento
do poder central, foi um período da decadência do Egipto devido as revoltas
constantes dos camponeses, artesãos e escravos.
O
desaparecimento do Estado de Egipto foi devido as campanhas militares
sucessivas de conquistas de assírios (671 a.n.e) dos persas (525 a.n.e).
O comércio
Os egípcios
importavam os perfumes, peles, pedras preciosas e prata das arábias, o ouro da
Núbia, o marfim da Líbia e Sudão. E exportavam os produtos alimentares e
papiros.
Religião
Os egípcios eram
politeístas por isso adoravam vários deuses.
Classes sociais
No Egipto Antigo
havia duas classes sociais: A classe privilegiada (faraó, sacerdotes, escribas,
chefes dos Nomos e família real). A classe dominada ou explorada era composta
por camponeses, artesãos e escravos.
Faraó era o
chefe supremo que dirigia o Egipto Antigo.
A MESOPOTÂMIA
A Mesopotâmia é
uma região que se localiza entre os rios Tigres e Eufrates. A palavra Mesopotâmia significa território entre
rios.
A Mesopotâmia é
constituída por duas zonas distintas: A alta Mesopotâmia e baixa Mesopotâmia. A
Alta Mesopotâmia é constituída Assíria e a Baixa Mesopotâmia pela Acádia e
Suméria.
Os rios Tigre e
Eufrates nascem nas montanhas da Arménia e desaguam no Golfo Pérsico. Os
primeiros grupos humanos apareceram devido a caça e a pesca.
A agricultura
A agricultura
era a principal actividade económica, com solos férteis e irrigados pelos rios
Tigre e Eufrates. Os sumérios produziam o milho, trigo, cevada, linho. Os
sumérios utilizavam instrumentos agrícolas como enxadas e o arado. Para a
irrigação dos campos agrícolas mais afastados dos rios, os sumérios abriam
canais e construíam diques para o armazenamento e controlo das cheias, evitando
assim a destruição de culturas.
O artesanato
Os sumérios
desenvolveram a tecelagem, cestaria, olaria, carpintaria, metalurgia, joalharia
(ouro). Estas actividades deram ao mercado produtos de alta qualidade.
O comércio
A falta da
matéria-prima, em especial, a madeira e os metais fez com que os sumérios
desenvolvessem o comércio com os países vizinhos (persas, árabes, fenícios e
egípcios) a quem vendiam e compravam os produtos.
A religião
Os sumérios eram
politeístas, isto é, adoravam vários deuses. Os deuses eram representados por
várias formas. Cada cidade tinha o seu deus, considerado maior de todos. Os
principais deuses eram: Enil, Anu e Ea
que formavam a Trindade suprema, os outros deuses eram ordenados com base na
sua importância e influencia que exerciam na prática agrícola. Os sumérios não
acreditavam na vida depois da morte. Por isso os seus túmulos eram simples, e
para os monarcas eram tijolos e argila. A religião era importante porque os
sacrifícios e cultos, os sumérios acreditavam em ter protecção nos negócios e
nas colheitas.
O Código de Hamurábi
O conjunto de
leis rígidas que protegiam os homens ricos era chamado por Código de Hamurábi.
1.
Se um homem acusa o
outro que cometeu um assassinato mas não consegue provar. O acusador deve ser
morto…
2.
Se um homem rouba um
boi ou carneiro, um asno ou um porco ou um berço pertencente a um homem comum,
restituíra por dez, se o ladrão nada possuir com que pagar será morto.
3.
Se um homem furar um
olho do outro ser-lhe-á furado também.
4.
Se um médico faz uma
incisão com uma lanceta de bronze e ocasiona a morte do paciente, ser-lhe-á
cortado a mão.
Quadro comparativo entre o Egipto Antigo e a
Mesopotâmia
|
Estado
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Egipto
Antigo
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Mesopotâmia
|
|
Localização
geográfica
|
Nordeste de África com os seguintes limites.
Norte: Mar Mediterrâneo; Sul: Núbia; Este: Deserto Arábico; e Oeste: Deserto
Líbio
|
Mesopotâmia é uma região do Médio Oriente, situada
entre os rios Tigres e Eufrates, com os seguintes limites. Norte: Separação
dos rios Tigres e Eufrates; Sul: Golfo Pérsico; Leste: Montes Zagros; e
Oeste: Golfo Arábico
|
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Rios
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Nilo
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Tigre e Eufrates
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Habitantes
|
Os primeiros habitantes eram resultado de misturas
de vários povos e raças imigrantes de África, Asia e Europa)
|
Era habitada por sumérios (por volta do IV milénio
A. C.), mais tarde, vieram outros povos (assírios, acádios, e os babilónicos
|
|
Actividades
económicas
|
A agricultura era a actividade básica e produzia
(cevada, milho, legumes, vinha, trigo, etc.).
Pecuária (Burro, boi, porco, a cabra, etc.).
Artesanato (tecelagem, olaria, metalúrgica,
construção de pirâmides e templos.
Comércio (troca de produtos e serviços).
|
A agricultura (trigo, cevada e centeio).
Pecuária (ovelhas, boi e cabras.
Comércio (troca de produtos e serviços).
Trabalho metalúrgico (Ouro, cobre, prata e
produção de armas.
NB: Uso de lingotes de cobre, ouro e prata como
padrões monetários.
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Título
de rei
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Faraó
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Lugal (Rei)
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Funções
de Rei
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Dirigir cerimónias religiosas
Garantir a ordem e justiça no reino
Comandar o exército em campanhas militares
Garantir a justa distribuição da terra para a agricultura
|
Tinha o poder religioso, militar e judicial
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Religião
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O povo era profundamente religioso
Eram politeístas e animistas (acreditavam que
alguns deuses pareciam-se com animais)
Culto aos mortos e colocados em sarcófagos e
sepultados em túmulos, nas tabuas, pirâmides e templos
Mumificação dos corpos
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Os sumérios eram politeístas
Crença no paraíso, na ressurreição, no juízo final
e na vinda de um Messias
As divindades tinham atributos e formas humanas
Cada cidade tinha o seu Deus
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A Grécia Antiga
A Grécia é uma
península com ilhas e uma costa bastante recortada, ora saliências, ora
reentrâncias concentradas e dispersas. A Grécia Antiga era uma pequena região
que compreendia o Sul da Península Balcânica entre as ilhas do mar Egeu e Jónio
e as costas ocidentais da Ásia Menor.
Situação físico-natural
A Grécia Antiga
tinha umas características peculiares, era uma região com muitas montanhas e
poucas planícies, tinha um litoral muito recortado que facilitava a navegação
de vários barcos num percurso longo.
O clima é do
tipo mediterrâneo, muito quente e seco verão e frio e húmido no inverno.
Actividades económicas
A agricultura
não oferecia boas colheitas do trigo e cevada, só a vinha e a oliveira
desenvolviam. O gado que se desenvolvia era de pequenas espécies como ovelhas e
cabras.
A formação das cidades-estados
O território
grego desenvolveu uma civilização bastante complexa. Com aumento da propriedade
privada o estado grego fortaleceu-se cada vez mais. Em cada cidade foi surgindo
famílias com poderes de fazer leis, cobrar impostos, julgar e condenar detidos.
Estas diferenças foram crescendo entre os homens ricos, senhores de terra, de
escravos, de dinheiro e pobres. Na Grécia houve muitas cidades-estados, onde as
mais importantes foram: Esparta e Atenas.
Esparta
Esparta
situava-se na Lacónia e as tribos mais evidentes são os dórios que se
instalaram e dominaram a população local, tornando-a escravos, conhecidos por hilotas e os filhos, também deviam ser
escravos ao nascer.
A classe
dominante era constituída por dórios (espartanos). Havia em Esparta, os periecos, povos estrangeiros que
dedicavam-se ao artesanato e comércio, também, explorados pelos espartanos.
Os espartanos
eram considerados um povo guerreiro por mesmo em tempo de paz, os espartanos
andavam sempre armados, faziam exercícios militares porque temiam a revolta dos
hilotas. Faziam parte do conselho dos espartanos indivíduos com mais de 60
anos.
Atenas
Atenas
situava-se na Ática, uma península vasta e montanhosa. A população dedica-se a
agricultura e a criação de animais. Em caso de guerra com outros Estados os
camponeses refugiavam-se nas muralhas construídas para fins militares.
As características da democracia ateniense
Após váriosanos
de luta de classes em Atenas, foi introduzida a democracia. Originalmente a
palavra Democracia significa poder de
povo. Onde demo é o povo e cracia o poder.
Os órgãos
centrais do poder democráticos foram então consolidados por conselhos
dos quinhentos, organismo principal que reunia permanentemente, era
constituído por delegados eleitos pelo povo.
As reformas de Sólon
Ao nível social
Sólon ordenou que:
Ao nível
político
Sólon ordenou que:
As reformas de Clisteres
Ao
nível político:
Ainda está em prelo
1. A
colonização e decadência da Grécia Antiga
2. Roma
Antiga
3. Imperio
Inca