segunda-feira, 26 de abril de 2021

História Universal: Desde a origem de Homem até as primeiras sociedades de classes


DESDE A ORIGEM DE HOMEM ATÉ AS PRIMEIRAS SOCIEDADES DE CLASSES

 

História é a ciência que estuda a vida dos homens, o seu desenvolvimento e a sua evolução ao longo do tempo, num determinado espaço geográfico. O objecto de estudo da história é o Homem, no que diz respeito as suas crenças, seus modos de vida, hábitos e costumes, as formas como viviam e se organizavam ao longo de vários séculos.

 

A importância do estudo da História

 A história permite-nos conhecer como e quando viveram esses homens, nossos antepassados e porquê é que as suas condições de vida foram mudando pouco a pouco ao longo do tempo até se chegar ao estágio actual.

A história estuda o passado do homem; procura saber como fabricava os seus instrumentos para viver e compreender o presente e perspectivar o futuro.

 

Fontes da história

As fontes da história são sinais deixados pelos homens, nossos antepassados nos locais onde viveram em determinada época e que possam ser conhecidos e datados.

 

As fontes de histórias podem ser: materiais, escritas e orais ou tradicionais.

a)      As fontes materiais são ruínas de construções antigas; utensílios domésticos; ruínas de esculturas, de barcos, estátuas; restos humanos como esqueletos; moedas antigas usadas pelo homem, em tempos antigos.

b)      Fontes escritas são todos os documentos quer sejam cartas, livros e códigos de leis, jornais, listas de impostos, escrituras e inscrições que resistiram a erosão do tempo.

c)      Fontes orais ou tradicionais são lendas, canções populares, crenças, usos e costumes.

No continente africano, a tradição oral desempenha um papel importante na reconstrução do passado humano. As pessoas idosas numa comunidade são as que têm informações históricas do passado, por isso elas são consideradas bibliotecas vivas. Por isso, costuma-se dizer que cada idoso que morre é uma biblioteca perdida.

 

 

A contagem de tempo em história

Sem datas a história seria um amontoado de acontecimentos desordenados que aumentaria, a confusão de factos históricos, em vez de um esclarecimento. Para o enquadramento dos acontecimentos históricos mo tempo dividiu-se o tempo em dias, semanas, meses, anos, décadas, séculos emilénios e tomou-se como o ponto de partida o ano de nascimento de Jesus Cristo.

Por exemplo: o ano 2016 significa que passaram dois mil e dezasseis anos depois de nascimento de Cristo.

O ano de nascimento de Cristo é considerado ano I da Nossa Era (n.e) ou depois de Cristo (d.C) e a Era anterior chama-se antes da nossa era (a.n.e) ou simplesmente antes do Cristo (a.C.). De referir que todos os acontecimentos anteriores ao nascimento de Cristo contam-se no sentido decrescente, após o nascimento de Cristo a contagem é feita no sentido crescente.

 

A contagem do século, década e milénio

A contagem do século, considera-se um período de 100 anos. A contagem do milénio considera-se período de mil (1000) anos. Para contagem de períodos longos usa-se séculos e milénios, para períodos menos longos usa-se décadas (período de 10 anos)

Por exemplo: o século I compreende o período de ano 1 à 100. O século II é de 101 à 200.

 

As ciências auxiliares da história

Ciências
O que estuda?
Antropologia
Agrupamentos humanos através do comportamento e o modo como organizam a sua vida.
Arqueologia
Vestígios materiais da actividade humana.
Linguística ou estudo de línguas
Permite estabelecer um grau de parentesco entre diferentes línguas e provar, se existe algo em comum
Demografia
Estuda a população.
Economia
Princípios e normas que regulam a produção, distribuição e consumo de bens.
Epigrafia
Inscrições feitas na superfície materiais duros (pedra, bronze, mármore, cerâmica, etc.).
Etnografia
Actividades materiais e espirituais (técnicas, religião, costumes, arte, instituições etc..) de um determinado povo ou grupo social.
Numismática
Moedas e medalhas antigas.
Paleografia
Textos antigos como: papiros, pergaminhos, papel etc.
 Sociologia
Formação, organização e transformação da sociedade humana.
Geografia
Fenómenos físicos, biológicos e humanos à superfície do globo.

A ORIGEM DO HOMEM

Para explicar a origem do homem existem duas teorias fundamentais: A teoria de criação e a de evolução.

1.      Teoria da criação

Esta teoria defende que a espécie humana foi criada, no último dia (sexto dia) por Deus, tal como as outras espécies da terra.

2.      Teoria de evolução

Esta teoria defende que o aparecimento do homem não se deu de um momento para o outro, portanto foram necessários milhares de anos para que apresentasse, certas alterações físicas e intelectuais que os hominídeos sofreram até hoje em dia.

 

A África: O berço da Humanidade

África é berço da humanidade porque foram encontrados vestígios e ossadas dos antepassados do homem no vale de Omo, Olduvai, Transkei e outros lugares da África Austral e Oriental (ao longo do vale de Rift). Em Afica os restos ósseos mais antigos da humanidade encontram-se em sucessão regular sem descontinuidade, em todos os estágios da evolução humana.

É difícil datar com precisão, o aparecimento do ser humano. Assim, os restos ósseos e vestígios encontrados no Quénia, Tanzânia, África do Sul e Etiópia levaram os historiadores a considerarem essa região como o berço da humanidade.

Hominização é a passagem dos hominídeos ao homem actual através da aquisição progressiva das características humanas.

 

As transformações dos hominídeos ao homem actual

1.      A cabeça adquiriu a posição vertical, as pernas alongaram-se e os braços encurtam-se.

2.      O crânio aumenta de volume e coordena as movimentações do corpo da mão e dos olhos. O pensamento e a linguagem desenvolvem-se.

3.      A mão desenvolve-se pelo trabalho, o polegar vai crescendo e opõem-se aos outros dedos.

 

 

Os Australopitecos ou Macaco-Homem

Apresenta somente alguns traços humanos, tais como:

*      A posição erecta

*      Capacidade craniana entre 600 e 700 cm3 menor que o homem actual

*      Tinha face projectada para frente e a dentição próxima da nossa.

 

Pitecantropo ou homem erecto

*      Verdadeiro homem macaco, de aspecto vertical, maxilar forte e utilizava fogo, era caçador e fabricava instrumentos de pedra lascada (biface).

 

Homem de Neandertal

*      Era mais próximo de nós, era de pequena estatura, com cerca de 1,60m, tinha uma cabeça volumosa, pouco inclinada para frente, tinha grande capacidade craniana (1450cm3), braços cumpridos, joelhos ligeiramente flectidos ao andar, era inteligente, fabricava lasca de pedra e criou muitos tipos de instrumentos e enterrava os mortos.

 

Homo sapiens ou hominídeo superior

*      O seu desenvolvimento físico e intelectual permitiram ser considerado como verdadeiro homem, pertence ao homem actual, possui uma testa elevada, mandíbula e dentadura humana e fabricava instrumentos muito evoluído.

 

A IDADE DA PEDRA: O PALEOLÍTICO E O NEOLÍTICO

A IDADE DA PEDRA

A idade da pedra divide-se em dois períodos:

1.      Período paleolítico ou pedra antiga ou lascada

Paleolítico é o período da pré-história que vai até a descoberta da agricultura.

 

As características do paleolítico

*      Economia recolectora

*      Nomadismo

*      Uso de instrumentos de pedra lascada

*      Época de pedra lascada ou pedra antiga

*      O homem depende da natureza

O homem do paleolítico praticava uma economia recolectora, não produzia alimentos que necessitava mas sim, dependia daquilo que a natureza lhe oferecia.

Devido a prática da economia recolectora e as modificações do clima, o homem do paleolítico era obrigado a deslocar-se de uma região para a outra à procura de alimentos, por isso era nómada.

Para sobreviver em condições adversas (difíceis), o homem do paleolítico teve que fazer um maravilhoso esforço da adaptação na busca de alimentação, protecção do frio e defesa contra os animais ferozes.

Na época de frio o homem do paleolítico disputava com as feras, as cavernas e grutas e cobria-se de peles dos animais que caçava.

 

A descoberta do fogo

A descoberta do fogo foi uma das maiores conquistas do homem, na sua luta pelo domínio da natureza. Os primeiros hominídeos tiveram os primeiros sinais do fogo a partir de erupções vulcânicas, trovoadas e ainda de faíscas na fricção entre duas pedras.

O fogo foi utlizado pelo homem para o aquecimento, iluminação e defesa contra animais ferozes, para confeccionar os alimentos e transformações de objectos – o aparecimento de novas técnicas.

 

A organização social no paleolítico

Nesta comunidade os homens iam a caça e a pesca enquanto as mulheres e as crianças iam a recolecção. Os mais velhos detinham uma autoridade na troca de alimentos, objectos, matéria-prima, serviços e casamentos.

 

1.      Período neolítico ou período da pedra polida

Neolítico é a fase que vai desde a descoberta da agricultura e pastorícia até aos nossos dias. Estas descobertas nas primeiras comunidades tiveram uma grande importância na evolução das sociedades porque:

*      Permitiu o aumento das comunidades;

*      Permitiu a sedentarização ou seja o homem passou a viver em lugares fixos para a pratica da agricultura e domesticação de animais e

*      Permitiu a divisão social do trabalho.

O homem das primeiras comunidades começou a compreender como as plantas cresciam nas zonas do litoral, nos vales dos rios e nas proximidades dos rios onde as plantas cresciam facilmente.

Os primeiros cereais cultivados foram o trigo, cevada, centeio, trigo, vinha, aveia e milho. Os primeiros animais que o homem tinha ao seu serviço e a domesticar foram o cão, a cabra, carneiro depois o porco, o cavalo, o camelo e boi.

Na fase do neolítico, o homem passou a ser agricultor e pastor e não dependia mais daquilo que a natureza lhe fornecia. Da economia recolectora durante o paleolítico, o homem passou para a economia produtora porque produzia os alimentos para o auto consumo.

 

A divisão social do trabalho

No neolítico o homem inventou o polímetro de pedra de modo a tornar as superfícies dos objectos mais regulares e bem afiadas e isso desenvolveu a cerâmica, a tecelagem e o artesanato.

 

As consequências do aperfeiçoamento dos instrumentos de trabalho

*      Deu-se o aumento da produção, de produtividade e o crescimento populacional;

*      Com excedente de produção houve crescimento populacional;

*      Iniciaram os conflitos sociais e a diferenciação social;

*      Daí houve a formação de conselhos de anciãos para resolver e decidir conflitos;

*      Surgem os chefes das guerras, os feiticeiros, os fazedores das chuvas (adivinhos) e

*      Surgem as classes dominantes e dominadas.

 

As primeiras comunidades: As primeiras pinturas e artes rupestres

Os primeiros sinais religiosos foi o enterramento dos mortos na mesma posição. Os primeiros sinais de pinturas e artes rupestres em África foram: Arte Sahariana e Arte Austral.

A arte Sahariana

Os primeiros sinais datam, há cerca de VIII milénios nos maciços montanhosos, estepes e desertos onde representavam alguns animais, por vezes na sua forma natural. Por exemplo elefantes, girafas, avestruz e mais tarde o camelo.

A arte Austral

As mais antigas pinturas foram localizadas nos vales dos rios Orange e Vaal, em grutas e cavernas.

 

AS PRIMEIRAS SOCIEDADES DE CLASSE NA ANTIGUIDADE

O Egipto antigo: A situação físico-natural e as actividades económicas

A situação físico-natural

O Egipto localiza-se no Nordeste de África, numa região caracterizada pela existência de desertos e pela baixa planície e banhada pelo rio Nilo.

 

Limites

Norte – Mar Mediterrâneo

Sul – Núbia (Sudão)

Este – deserto Arábico

Oeste – deserto Líbio

Nas margens do rio Nilo cresciam umas plantas aquáticas chamadas lótus, papiro nas quais se extraiam as fibras para o fabrico de pequenas embarcações, teciam cestos e cordas.

O Baixo Egipto localiza-se no Norte do país onde o rio termina em forma de um delta. No Sul, o rio corre em escarpas (montes) e apresenta várias cataratas (quedas de água).

O rio Nilo é considerado o Dom do Egipto porque sem o Nilo, o Egipto seria um deserto ou seja todas as actividades económicas do Egipto dependem do rio Nilo. No entanto, sem o rio Nilo, o Egipto seria um deserto.

A população do Egipto é oriunda das Arábias, Sul da Europa e da África do Norte que emigrou e fixou-se ao longo do vale do Nilo.

 

Actividades económicas

Agricultura

No Egipto antigo existiam duas regiões distintas: O Baixo Egipto e o Alto Egipto.

O Alto Egipto é a região do interior do país que vai até a primeira catarata.

O Baixo Egipto é a região do delta do Nilo, cheia de solos alagadiços e que se larga a medida que se aproxima do mar Mediterrâneo. No território egípcio o ciclo anual das cheias apresenta três (3) estações: em Junho, início da subida do nível das águas devido a fusão da neve nas montanhas Abissínias, ao encher provoca cheias e fertilização dos solos. Em Setembro o rio volta ao leito normal e começa a sementeira. Os egípcios dividiam a época em três estações pois existiam as cheias, a sementeira e a colheita.

Para regular o rio, os egípcios construíam diques ao longo das margens do rio e dividiam o vale em quadrados que depois eram escavados, delimitados e armazenamento de água para o período da seca.

Os egípcios cultivavam o trigo, a cevada, legumes, árvores de frutas, vinha etc. e domesticavam o burro, cavalo, boi e a cabra. Fabricavam quase tudo que precisavam para viver; o linho para fazer esteiras, vasos de barro para guardar alimentos e bebidas.

 

O surgimento da sociedade de classe no Egipto Antigo

Os egípcios viviam em clã nos primeiros tempos e cada clã, ocupava uma pequena parcela de terra mas devido as necessidades comuns, os clãs foram-se agrupando em comunidades que viviam em territórios chamados Nomos.

No Egipto antigo existam cerca de 40 Nomos, estes tinham as suas designações particulares: falcão, monte das serpentes, chacal, coelho, vaca negra, etc.

As lutas entre os grandes nomos e anexação dos nomos derrotados deram origem a duas unidades territoriais e políticas: O Alto Egipto (no Norte) e o Baixo Egipto (no sul) cuja capital chama-se Hieracômpolis.

O movimento unificador veio do Sul para o Norte. Por volta de 3200 a.n.e, Menês foi unificador do território e o primeiro faraó do Egipto, rei do Sul, chefe de falcão que derrotou o rei do Baixo Egipto.

 

A Evolução Política do Egipto Antigo

A história do Egipto Antigo divide-se em cinco (5) períodos.

1º Período: Época Tinita (3200 a.n.e)

2º Período: Império antigo (2780 – 2280 a.n.e)

3º Período: Império Médio (2130 – 1600 a.n.e)

4º Período: Império Novo (1580 – 1685 a.n.e)

5º Período: Época Baixa (1085 – 525 a.n.e)

 

1º Período: Época Tinita (3200 a.n.e)

Houve a unificação do Alto e Baixo Egipto sob chefia de Menês, fundador da primeira dinastia cuja capital passou a ser Tinis.

 

2º Período: Império Antigo (2780 – 2280 a.n.e)

Houve desenvolvimento acentuado, o sistema económico estava bem organizado através da regulação das cheias do rio Nilo.

Havia expedições militares no território. A decadência deste período foi devido as perturbações internas e externas vindas da Arábia.

 

3º Período: Império Médio (2130 – 1600 a.n.e)

Os estrangeiros foram expulsos e realizavam grandes construções de templos, túmulos e palácios.

 

4º Período: Império Novo (1580 – 1685 a.n.e)

Foram conquistados uma grande parte da Ásia Ocidental e a Núbia é novamente anexada no Egipto.

 

5º Período: Época Baixa (1085 – 525 a.n.e)

Houve enfraquecimento do poder central, foi um período da decadência do Egipto devido as revoltas constantes dos camponeses, artesãos e escravos.

O desaparecimento do Estado de Egipto foi devido as campanhas militares sucessivas de conquistas de assírios (671 a.n.e) dos persas (525 a.n.e).

 

O comércio

Os egípcios importavam os perfumes, peles, pedras preciosas e prata das arábias, o ouro da Núbia, o marfim da Líbia e Sudão. E exportavam os produtos alimentares e papiros.

 

Religião

Os egípcios eram politeístas por isso adoravam vários deuses.

 

Classes sociais

No Egipto Antigo havia duas classes sociais: A classe privilegiada (faraó, sacerdotes, escribas, chefes dos Nomos e família real). A classe dominada ou explorada era composta por camponeses, artesãos e escravos.

Faraó era o chefe supremo que dirigia o Egipto Antigo.

 

A MESOPOTÂMIA

A Mesopotâmia é uma região que se localiza entre os rios Tigres e Eufrates. A palavra Mesopotâmia significa território entre rios.

A Mesopotâmia é constituída por duas zonas distintas: A alta Mesopotâmia e baixa Mesopotâmia. A Alta Mesopotâmia é constituída Assíria e a Baixa Mesopotâmia pela Acádia e Suméria.

Os rios Tigre e Eufrates nascem nas montanhas da Arménia e desaguam no Golfo Pérsico. Os primeiros grupos humanos apareceram devido a caça e a pesca.

 

A agricultura

A agricultura era a principal actividade económica, com solos férteis e irrigados pelos rios Tigre e Eufrates. Os sumérios produziam o milho, trigo, cevada, linho. Os sumérios utilizavam instrumentos agrícolas como enxadas e o arado. Para a irrigação dos campos agrícolas mais afastados dos rios, os sumérios abriam canais e construíam diques para o armazenamento e controlo das cheias, evitando assim a destruição de culturas.

 

O artesanato

Os sumérios desenvolveram a tecelagem, cestaria, olaria, carpintaria, metalurgia, joalharia (ouro). Estas actividades deram ao mercado produtos de alta qualidade.

 

O comércio                                                                              

A falta da matéria-prima, em especial, a madeira e os metais fez com que os sumérios desenvolvessem o comércio com os países vizinhos (persas, árabes, fenícios e egípcios) a quem vendiam e compravam os produtos.

 

A religião

Os sumérios eram politeístas, isto é, adoravam vários deuses. Os deuses eram representados por várias formas. Cada cidade tinha o seu deus, considerado maior de todos. Os principais deuses eram: Enil, Anu e Ea que formavam a Trindade suprema, os outros deuses eram ordenados com base na sua importância e influencia que exerciam na prática agrícola. Os sumérios não acreditavam na vida depois da morte. Por isso os seus túmulos eram simples, e para os monarcas eram tijolos e argila. A religião era importante porque os sacrifícios e cultos, os sumérios acreditavam em ter protecção nos negócios e nas colheitas.

 

O Código de Hamurábi

O conjunto de leis rígidas que protegiam os homens ricos era chamado por Código de Hamurábi.

1.      Se um homem acusa o outro que cometeu um assassinato mas não consegue provar. O acusador deve ser morto…

2.      Se um homem rouba um boi ou carneiro, um asno ou um porco ou um berço pertencente a um homem comum, restituíra por dez, se o ladrão nada possuir com que pagar será morto.

3.      Se um homem furar um olho do outro ser-lhe-á furado também.

4.      Se um médico faz uma incisão com uma lanceta de bronze e ocasiona a morte do paciente, ser-lhe-á cortado a mão.

 

 

 

 

Quadro comparativo entre o Egipto Antigo e a Mesopotâmia

Estado
Egipto Antigo
Mesopotâmia
 
 
 
Localização geográfica
Nordeste de África com os seguintes limites. Norte: Mar Mediterrâneo; Sul: Núbia; Este: Deserto Arábico; e Oeste: Deserto Líbio
Mesopotâmia é uma região do Médio Oriente, situada entre os rios Tigres e Eufrates, com os seguintes limites. Norte: Separação dos rios Tigres e Eufrates; Sul: Golfo Pérsico; Leste: Montes Zagros; e Oeste: Golfo Arábico
Rios
Nilo
Tigre e Eufrates
 
 
Habitantes
Os primeiros habitantes eram resultado de misturas de vários povos e raças imigrantes de África, Asia e Europa)
Era habitada por sumérios (por volta do IV milénio A. C.), mais tarde, vieram outros povos (assírios, acádios, e os babilónicos
 
 
 
 
 
Actividades económicas
A agricultura era a actividade básica e produzia (cevada, milho, legumes, vinha, trigo, etc.).
Pecuária (Burro, boi, porco, a cabra, etc.).
Artesanato (tecelagem, olaria, metalúrgica, construção de pirâmides e templos.
Comércio (troca de produtos e serviços).
A agricultura (trigo, cevada e centeio).
Pecuária (ovelhas, boi e cabras.
Comércio (troca de produtos e serviços).
Trabalho metalúrgico (Ouro, cobre, prata e produção de armas.
NB: Uso de lingotes de cobre, ouro e prata como padrões monetários.
 
Título de rei
Faraó
Lugal (Rei)
 
 
Funções de Rei
Dirigir cerimónias religiosas
Garantir a ordem e justiça no reino
Comandar o exército em campanhas militares
Garantir a justa distribuição da terra para a agricultura
Tinha o poder religioso, militar e judicial
Religião
O povo era profundamente religioso
Eram politeístas e animistas (acreditavam que alguns deuses pareciam-se com animais)
Culto aos mortos e colocados em sarcófagos e sepultados em túmulos, nas tabuas, pirâmides e templos
Mumificação dos corpos
Os sumérios eram politeístas
Crença no paraíso, na ressurreição, no juízo final e na vinda de um Messias
As divindades tinham atributos e formas humanas
Cada cidade tinha o seu Deus

 

 

 

A Grécia Antiga

A Grécia é uma península com ilhas e uma costa bastante recortada, ora saliências, ora reentrâncias concentradas e dispersas. A Grécia Antiga era uma pequena região que compreendia o Sul da Península Balcânica entre as ilhas do mar Egeu e Jónio e as costas ocidentais da Ásia Menor.

 

Situação físico-natural

A Grécia Antiga tinha umas características peculiares, era uma região com muitas montanhas e poucas planícies, tinha um litoral muito recortado que facilitava a navegação de vários barcos num percurso longo.

O clima é do tipo mediterrâneo, muito quente e seco verão e frio e húmido no inverno.

 

Actividades económicas

A agricultura não oferecia boas colheitas do trigo e cevada, só a vinha e a oliveira desenvolviam. O gado que se desenvolvia era de pequenas espécies como ovelhas e cabras.

 

A formação das cidades-estados

O território grego desenvolveu uma civilização bastante complexa. Com aumento da propriedade privada o estado grego fortaleceu-se cada vez mais. Em cada cidade foi surgindo famílias com poderes de fazer leis, cobrar impostos, julgar e condenar detidos. Estas diferenças foram crescendo entre os homens ricos, senhores de terra, de escravos, de dinheiro e pobres. Na Grécia houve muitas cidades-estados, onde as mais importantes foram: Esparta e Atenas.

 

Esparta

Esparta situava-se na Lacónia e as tribos mais evidentes são os dórios que se instalaram e dominaram a população local, tornando-a escravos, conhecidos por hilotas e os filhos, também deviam ser escravos ao nascer.

A classe dominante era constituída por dórios (espartanos). Havia em Esparta, os periecos, povos estrangeiros que dedicavam-se ao artesanato e comércio, também, explorados pelos espartanos.

Os espartanos eram considerados um povo guerreiro por mesmo em tempo de paz, os espartanos andavam sempre armados, faziam exercícios militares porque temiam a revolta dos hilotas. Faziam parte do conselho dos espartanos indivíduos com mais de 60 anos.

Atenas

Atenas situava-se na Ática, uma península vasta e montanhosa. A população dedica-se a agricultura e a criação de animais. Em caso de guerra com outros Estados os camponeses refugiavam-se nas muralhas construídas para fins militares.

 

As características da democracia ateniense

Após váriosanos de luta de classes em Atenas, foi introduzida a democracia. Originalmente a palavra Democracia significa poder de povo. Onde demo é o povo e cracia o poder.

Os órgãos centrais do poder democráticos foram então consolidados por conselhos dos quinhentos, organismo principal que reunia permanentemente, era constituído por delegados eleitos pelo povo.

 

As reformas de Sólon

Ao nível social

Sólon ordenou que:

*      As dívidas dos camponeses fossem canceladas;

*      As terras confiscadas fossem devolvidas aos donos;

*      Os escravizados por dívidas recuperassem a sua liberdade.

 

Ao nível político

Sólon ordenou que:

*      Organiza-se as assembleias populares para decidir como eleger magistrados, juízes e outras autoridades;

*      Liquidasse o poder da aristocracia;

 

As reformas de Clisteres

Ao nível político:

*      Consolidação nos órgãos centrais, do poder democrático: O Conselho dos quinhentos era constituído por Delegados eleitos pelo povo e era organismo administrativo principal do Estado

*      A assembleia do povo era composta por todos os atenienses, gozando de direitos políticos, era o verdadeiro órgão que controlava a actividade dos Quinhentos (500).

*      Introduziu o ostracismo (expulsão de todos os cidadãos que se opunham directamente durante 10 anos)

*      Os escravos, as mulheres, e estrangeiros (metecos) eram privados de direitos políticos.

Ainda está em prelo

1.      A colonização e decadência da Grécia Antiga
2.      Roma Antiga
3.      Imperio Inca

 

 

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